Dicas do Dunga para aliviar o stress

 

1) Não dê importância ao que os outros dizem sobre você e nem aceite os conselhos dos outros a menos que eles consigam fazer o seu trabalho melhor que você

2) Descordou de você? Xingue !

3) Se alguém acha que você não é simpático, diga que você não quer tomar o lugar da Hebe.

4) Se  pressionarem muito, ameace.

5) Se tentarem zombar, humilhe.

 

Frases Hipocondríacas

" A Rinite é o choro de um nariz que sofre!"

" Toda dor vem do desejo de não tomar analgésico"

" Meu coração bate certo por linhas tortas"

" O espirro é um grito de um pulmão assustado"

" Quando a angústia apertar seu peito, arrote!"

 

As principais causas da preguiça de Blogar

Segundo o seríssimo Instituto Lochas de pesquisa, as cinco principais causas de um Blog ficar tanto tempo sem ser atualizado é:

1) Distúrbios de sono: o cara já acorda com preguiça , ou nem acorda .

2) depressão melancólica: o cara ia blogar, mas deu uma vontade de se jogar na frente de um carro ou tomar trinta comprimidos de calmantes de uma vez... e mesmo se blogasse, ninguém nunca ia compreendê-lo mesmo...

3) ressaca: essa é fácil de deduzir, até por que hoje é domingo e ninguém ficou ontem em casa assistindo Zorra Total... ninguém , exceto eu, por isso hoje resolvi blogar

4) caganeira: o cara comeu uma maionese estragada ou um bacon com ovo, teve uma ótima e idéia e quando foi postar se cagou todo e espirrou fezes líquidas em cima do teclado... merdas acontecem...

5) falta de energia elétrica: bom, essas vocês vão dizer: mas que isso tem a ver com a preguiça? Sim , tem, pois o cara é tão preguiçoso que nem pagou a conta aí cortaram a luz... isso também se aplica aos que estão endividados de não trabalhar por preguiça. 

Demais causas, favor  notificar aqui nesse blog que, apesar de ter sido atualizado , não ficou lá essas coisas... podia dizer que estava sem idéias, mas vou usar a desculpa da preguiça.

Midiáticas

Frases

" A ciência demorou anos para criar o Teste de DNA; O Ratinho demorou poucos dias para o avacalhar!"

" Geisy Arruda é o limite! "

" Lula é o cara... Dilma é a buce..."

" nem Serra, Neymar! " (essa foi forçada, hein!)

Notícias

" Denúncia: Movimento dos Ex-BBB invadem TV pública e exigem a distribuição igualitária de espaço na mídia"

" Datena é processado pela Associção de portadores de Síndrome do Pânico e Transtorno de Estresse Pós-traumático. Foi condenado a pagar cestas de Frontal..."

" Conselho Regional de Medicina proíbe cirurgia de redução do estômago após assistir ao Faustão"

 

 

O Maniqueísmo
A expressão maniqueísmo ganhou uso corrente  ao definir aquele tipo de pessoa ou aquele tipo de pensamento de estruturação dualista que reduz a vida (ou alguns de seus aspectos) a pares antagônicos irreconciliáveis, tipo: direita/esquerda, corpo/mente, reacionário/progressista, belicista/pacifista, fiel/infiel, capitalista/comunista, individualismo/coletivismo, branco/negro, ariano/judeu, raça superior/raça inferior, objetivo/subjetivo e assim por diante. "É evidente que não se pode deixar de reconhecer a existência daquilo que cada um desses pares antitéticos nomeia, mas o pensamento maniqueísta vai além na medida em que considera que um lado deve destruir o outro, porque um é Luz e o outro Trevas" (Zusman), um é o Bem e o outro é o Mal.

Por exemplo, a propaganda nazista contra os judeus plantou no inconsciente do povo alemão o que este já continha de preconceito e racismo.  Primeiramente, o alemão ariano e cristão tinha herdado a crença de que os judeus eram os assassinos de Cristo e representavam o diabo ou todas as forças do mal, na terra. Assim como Cristo comanda o mundo espiritual, o diabo comanda o mundo material - dinheiro, poder e sexo.  Segundo, os judeus foram associados a esses três elementos materiais, principalmente o dinheiro. No período nazista, as crianças alemãs eram educadas para estigmatizar os judeus, com desenhos e histórias associando-os ao mal ou ao diabo. Terceiro, a propaganda nazista foi sistemática contra os judeus, explorando o simplismo do pensamento maniqueísta. Começaram associando os judeus a traças, piolhos e vermes que "corroíam a economia alemã", em verdade, tal propaganda  preparava o espírito coletivo alemão para a chamada "solução final" ou medida "higiênica" de extermínio em massa de todo o povo judeu, segundo análise de Robert Vistrich, da Universidade de Jerusalem.

Outro exemplo, no período da guerra fria, o presidente norte-amearicano, R. Reagan, fazia declarações apontando os soviéticos como a encarnação do demônio. Depois, o Bush pai, fez o mesmo com Saddam Husseim. Hoje, o Bush filho, personifica o Mal em Osama bin Laden e declara em bom discurso maniqueísta de que "quem não está com os EUA, está a favor dos terroristas. Os fundamentalistas islâmicos usam do mesmo maniqueísmo com os norte-americanos, chamando-os de "grande Satã" e Israel de "pequeno Satã". São mais que discursos, são preparativos para ações de destruição do mal em nome do bem. Sendo o maniqueísmo uma simplificação do modo de pensar a vida todo o sistema social que sobre ele se monta é necessariamente dogmático, violento, intolerante e também fadado ao desmoronamento.

O maniqueísmo não se sustenta por muito tempo, devido ao seu dogmatismo, isto é, sua incapacidade de colocar à prova da realidade ou da lógica, suas verdades simplificadas. Como seu pensamento está reduzido a um par de verdades antagônicas, aceitar o raciocínio do outro, discordante, significa deixar-se arrastar para o domínio do mal e ser por ele tragado. A vida do maniqueísta se converte em uma prontidão de vigilância (paranóia) constante para não se deixar iludir com os "discursos sedutores".  Santo Agostinho que inicialmente foi maniqueísta, depois de ter se afastado, escreveu em Confissões (livro 7) que, nessa doutrina "não tinha encontrado paz e apenas expressava opiniões alheias".

Atualidade do maniqueísmo

O modo de pensar maniqueísta é oportunista em todos os espaços humanos. Ele demonstra ter mais força quando vivemos situações-limite, desesperança, ódio extremo, ou falta de perspectiva quanto ao futuro. Nesses momentos, a mente regride às origens, em busca de soluções mágicas, simplistas, libertadoras de angústia. A história alerta que, até pessoas sofisticadas intelectualmente e nações cientificamente avançadas, como EUA, Alemanha, Israel, foram levadas pela onda histérica maniqueísta. Os sintomas aparecem nos discursos: "infinita justiça", "cruzada contra o terror", "guerra santa [Jihad] contra o império do mal", a alegria de antiamericanos após o ataque a Nova York e pseudo-análises comparando as mortes desses ataques com as de outras partes do mundo, etc. Leonardo Boff, ex-frei franciscano, prolífico escritor, gurú da teologia da libertação, atualmente teólogo e ambientalista, em recente entrevista no jornal O Globo, num acesso de ira ideológica que não condiz com o autêntico espírito do cristianismo disse: ''Acho muito pouco cair um avião sobre o Pentágono. Deveriam cair 25 aviões. É preciso destruir o Pentágono todo.'' Segundo a crítica de Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, não foi um escorregão retórico, a tese é defendida ''racionalmente'' mais adiante colocando o Pentágono e as torres do WTC como símbolos de um sistema que precisa ser destruído para acalmar a perplexidade da humanidade.

Escreve Dines: "O compassivo teólogo sabe que os aviões não caíram do céu empurrados pela Divina Providência, foram jogados por alguém. Sabe também que nesses edifícios, com apenas três Boeings, foram assassinadas milhares de pessoas. A hecatombe que propõe não é arquitetônica ou mero saneamento urbanístico. Com seus 25 aviões está sugerindo um verdadeiro genocídio em nome da proposta de unir espiritualidade, justiça social e defesa do meio ambiente.

Enfim, todos saímos perdendo ao ler falsas análises - ou meras opiniões fundadas no pensamento maniqueísta. Alguns fazem comparações absurdas de Bin Laden como se fosse o Che Guevara de hoje. Ora, colocar ambos no mesmo saco é o mesmo erro que chamar um chinês de japonês ou um cearense de baiano. Bin Laden é de origem aristocrática, nunca se preocupou com a pobreza e é um seguidor  fanático do Alcorão que ele interpreta como quer. Já Che Guevara era um médico que se tornou um guerrilheiro marxista, um sonhador da erradicação da pobreza; seu método de luta não matava inocentes tal como faz o terror, mas os adversários em combate e, também questionava o valor da religião. Bin Laden nada tem de socialista, não tem projeto de uma sociedade progressista, em nada avança no pensamento dialético, muito ao contrário, como todo fundamentalismo religioso, no fundo é um protofascista. Che olhava para o futuro, já o Bin Laden quer levar a sociedade para um passado mítico - que nunca houve - segundo a promessa das escrituras sagradas.

Como alerta Zusman: "É mais fácil criar "mísseis inteligentes do que conquistar a inteligência que permite a superação do pensamento maniqueísta". É mais cômodo seguir os paradigmas estabelecidos do que rever os posicionamentos, reorganizar e contextualizar o pensamento, ter a coragem de reconhecer os erros ou até abandonar um posicionamento por outro melhor.

Portanto, mais que uma forma simplista e dogmática de pensar, o maniqueísmo propõe uma ação, uma luta eterna contra o Mal, personificado em algumas coisas, pessoas e situações. Na ação maniqueísta "vale tudo", até mesmo a violência extrema contra o Mal, que ele delira. A guerra e a tortura são os principais meios do maniqueímo. Hitler, também acreditava ter uma grande missão de purificação da humanidade. "As lágrimas da guerra prepararão as colheitas do mundo futuro", escreveu.

K. Popper constata que " toda vez que o homem quis trazer o céu para a terra, fez reinar o inferno". Sabemos pela história que o pior inferno é aquele que mata, oprime e ordena, em nome do Bem contra o Mal. Nada é tão perigoso quanto a certeza, o dogmatismo, a fé cega ou louca.

Nietzsche propõe pensarmos para além do Bem e do Mal: "Perguntai aos escravos quem é o "mau"?, e apontarão a personagem que para a moral aristocrática é "bom", isto é, o poderoso, o dominador" (GM, pref. XI). Então, o Bem e o Mal, dependem da perspectiva e dos interesses de quem julga. Deveríamos nos colocar no lugar do outro. Por exemplo, por quê Bin Laden é um homem "mau" para o ocidente-cristão e, é herói "bom"  no oriente islâmico? Por quê algumas igrejas fazem show contra o Mal, mas terminam mais falando das terríveis forças do Mal do que do Bem?

A atitude cética parece ser o melhor remédio contra o maniqueísmo. O cético suspende o juízo, não toma partido, não se rende ao simplismo de encurralar o pensamento entre a paredes do Bem e do Mal, do certo e errado. Suspender o juízo não quer dizer inação; significa elaborar um melhor pensamento para além da solução dualista, ou seja, um agir com sabedoria. A educação e a cultura tem uma grande tarefa pela frente para prevenir o maniqueísmo.

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 publicado no site www.espacoacademico.com.br   de novembro/ 2001, n. 6.

RAYMUNDO DE LIMA

Lulismo, PT e Dilma

LULISMO”, PT e o governo Dilma – Paulo Piva*    

            O PT surgiu como uma reação política organizada dos trabalhadores às barbaridades sociais cometidas pelo capitalismo brasileiro dos anos 80, assustando as elites brasileiras e o imperialismo norte-americano. Ameaçado em sua dominação tranqüila propiciada pelo regime militar, o grande capital da época tentou abortar esse instrumento político emancipador dos explorados logo de cara. E encontrou na imprensa, como sempre, a sua arma mais eficiente. Estadão, Folha de São Paulo, Veja, Rede Globo, TV Bandeirantes, enfim, todo esse setor empresarial e estratégico da classe dominante assumiu a dianteira do combate ideológico e da destruição institucional do partido liderado pela sindicalista Lula. Manipulações, mentiras, distorções, meias-verdades, estereótipos, caricaturas e preconceitos ditaram a tônica das coberturas dessa imprensa sórdida em relação às ações do PT. Quase uma década de linchamento ideológico ostensivo acabou moldando uma opinião pública absolutamente hostil ao PT e, em particular, a Lula, o “analfabeto-ignorante” e “baderneiro”. Assalariados explorados, profissionais liberais arrochados, classe média sacrificada, pequenos comerciantes e pequenos proprietários, ou seja, categorias contempladas pelas lutas do PT, absorveram passivamente, durante um tempo, as deturpações dessa imprensa suja e conservadora, deixando-se envenenar pela “petofobia”. Nas eleições de 1989, essa fobia disseminada e construída entre os despolitizados atingiu seu topo. A grande imprensa havia realizado seu intento fazendo de Lula o próprio anticristo. Quem militou na campanha de 1989 sabe disso. Mesmo assim, Lula foi para o segundo turno contra Collor, mas, como é sabido, foi derrubado sobretudo pela Globo.

            Mesmo moderando seu discurso e sua prática durante os anos 90, o PT não conseguiu se livrar do estigma imposto à sua imagem pela grande imprensa. Foi quando a cúpula petista e os marqueteiros, visando as eleições de 2002, resolveram eliminar esse estigma, desintoxicar a opinião pública do preconceito contra o PT, com um remédio bastante radical: separar Lula do PT. Na aparência, a princípio. Eis o ponto de partida do que alguns analistas chamam de “Lulismo” (A propósito, sugiro a leitura do artigo do cientista político André Singer, “Raízes sociais e ideológicas do Lulismo”, Revista Novos Estudos, novembro de 2009). Lula e o PT passam a ser tratados de forma distinta, como se Lula, desvencilhado do PT, fosse um Lula, além de moderado, mais “maduro e responsável”.

            De fato, é comum (e as pesquisas mostram isso) encontrarmos pessoas que demonstram grande afeto por Lula, mas que, ao mesmo tempo, fazem questão de frisar que não gostam do PT, sem ao menos saber o que foi e é o PT para além dos noticiários. Ao que tudo indica, os marqueteiros do partido atingiram o seu objetivo. Entretanto, parecem ter exagerado na dose. A separação entre Lula e o PT era para ocorrer apenas na aparência e não tanto na prática. O governo Lula não é um governo petista, embora as maiores virtudes da sua política e da sua administração sejam petistas e da tradição comunista. Por outro lado, o governo Lula também representa setores oligárquicos (do PMDB em particular), fisiológicos e do grande capital, os quais, paradoxalmente, dão-lhe governabilidade. Contudo, não é um governo conservador. Pelo contrário.

Dentro dos limites e das dificuldades da conjuntura política latino-americana e brasileira e comparado com os desastrosos dois governos de FHC-Serra, o “lulismo” (essa política circunstancial, pragmática e paradoxal de avanços e conservadorismo) é indubitavelmente um fenômeno progressista, porém, do ponto de vista do aprimoramento das instituições democráticas e do projeto estratégico das esquerdas, ele é preocupante. Uma democracia consistente, vale sempre lembrar, deve se sustentar em instituições sólidas e representativas e não em personalidades carismáticas. A vitória da ministra Dilma Rousseff nas eleições deste ano talvez seja esse passo mais ousado das esquerdas na história brasileira. Para isso, seu governo terá de ser não só a continuidade dos oitos anos do presidente Lula, mas, sobretudo, a superação do “lulismo” e a recuperação do PT. Na prática, isso significa que as políticas sociais e de direitos humanos do governo atual precisarão ser radicalizadas no seu governo, sua política econômica desenvolvimentista de recuperação do Estado (destruído pelos demo-tucanos) aprofundada e as instituições (em particular o PT) fortalecidas acima dos nomes e figurões. Só assim o PT voltará a se sobrepor ao personalismo de Lula e a esquerda petista poderá crescer de forma mais sólida na sociedade brasileira, apoiada não apenas em movimentos sociais expressivos e combativos, mas, sobretudo, num partido forte. Lula morrerá um dia. É bom as esquerdas não se esquecerem disso.

*Paulo Jonas de Lima Piva é doutor em filosofia pela USP e professor universitário.

 

Aulas de ditadura

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Crise no Blog

A verdade sobre a mídia !

Para reafirmar o que escrevi no post anterior!

Maneiras de driblar a falta de criatividade num Blog

Todo mundo que tem um Blog tem algo de ex-BBB falido: fica brigando para aparecer e ser reconhecido, a fim de suprir suas necessidades narcísicas. Como o " show " deve sempre continuar, descrevo aqui técnicas para manter o Blog mesmo nos momentos de falta de criatividade:

1) Entre num blog conhecido, veja um assunto interessante e bem comentado e fale sobre ele, mudando um pouco o texto (técnica desenvolvida nos trabalhos de escola primária, principalmente de Geografia, quando ao não fazer o trabalho , copiava o do colega , mas com o esforço para não deixar a "Tia" saber...)

2) Procure uma foto legal no google e cole. Escreva qualquer coisa. Ninguém vai se importar com o que você escreveu, só com a imagem.

3) Cole um texto de um e-mail que você recebeu daquele amigo ou parente distante.

4) Cole um vídeo legal do youtube (como no post anterior desse blog).

5) Cole a foto de uma bunda ou de mulher pelada (essa técnica é infalível, exceto aqui nesse blog onde ela não funcionou)!

O ruim de fazer isso é saber que , no fim das contas, essas coisas vão chamar mais atenção das pessoas do que aquilo que você escreve nos seus chamados "momentos de inspiração". Caso você continue com esse sentimento de artista incompreendido, escreva qualquer merda, ponha dois ou três acordes e faça uma canção de axé. Pode ser que você nunca seja reconhecido como artista, mas vai ganhar uma grana boa, principalmente se a dançarina que lhe acompanhar for gostosa!!!

 

 

Sessão da tarde dos Anos 80 e 90 parte II!

relembrando a Sessão da tarde nos anos 80 e 90!

Politicamente Correto

 

No momento em que se impõe  o uso de eufemismos para com os "portadores de necessidades especiais " e perante a árdua luta em prol do respeito  aos homossexuais, a " Bixa Muda" vem para mudar todos os paradigmas e provar que ser diferente é que dá IBOPE. Além de "bixa", muda e nordestina...

 

Versos Tensos

Dissipa teu ódio

Como faz o sol ao derreter geleiras

Caminha pelo impulso de tua raiva

Aborta essa tensão

Em versos imposíveis de rancor

Esquece que és humano

E te olha no espelho

Como quem nunca se vira antes

E veja tua testa franzida

Tua cara de lobo

Assusta-te contigo

E volta a tua inércia

Como se voltasse a matilha

Depois de perder uma caça

 

Dia do Machismo

Partindo do pressuposto de que qualquer injustiça cometida ao gênero feminino em prol do masculino seja "Machismo", então logo podemos concluir que o Dia Da Mulher, por não ter um equivalente para o homem, já de cara afirma uma ausência  a ser compensada , tornando-se, portanto, um ato machista. Quando uma mulher abdica de lutar para , enfim, calar-se perante a um ramo de flores, ela está reafirmando uma posição  de incompletude, de alguém que se vende por mimos, que é capaz de valorizar a sensação em detrimento do essencial. Vê-se isso nas fábricas: a proletária fica contente ao receber , no dia 08 de Março, uma flor logo cedo ao entrar na instituição; sente-se valorizada, e dessa forma esquece que continua trabalhando mais e ganhando menos que os homens, que já tem suas " flores" incorporadas no hollerite. O Dia do Machismo comemora isso: a manutenção da idéia da mulher que se deixa levar pelo fugaz, e que tem  a seu dispor todo um aparato de publicidade reforçando isso em suas mentes, aparato este, diga-se de passagem, dominado por homens. Por isso faço uma homenagem aqui não a uma mulher que rasgou sutiã, mas alguém que pôs a mão na massa e se mostrou competente, como de fato a mulher pode e deve ser:  Kathryn Bigelow , primeira mulher a  receber  o Oscar de melhor direção por "Guerra ao Terror" ( em 07/03/2010). O fato de ter sido na véspera do dia 08 , embora ocasional, me pareceu bem mais honrado para ela. E olha que ainda nem assisti ao filme e tenho extrema desconfiança do júri desse evento (provavelmente masculino em sua maioria também).

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